Publicação da Imprensa Oficial traz narrativa sobre sonhos e imaginação
Em “Marianinha foi ao mar”, escritor Marivaldo Omena escolhe a Praia da Sereia como cenário para revisitar a própria infância
Leslen Ferreira
Muito mais do que promover conhecimento, o contato com os livros na infância transforma o desenvolvimento da criança. O hábito da leitura amplia o vocabulário, estimula a linguagem e nutre a criatividade. Cultivar esse hábito abre portas para um futuro cheio de descobertas.
Crianças com idade entre 5 e 10 anos formam o grupo que mais lê no país, com média de 7,27 livros por ano. Mas os números indicam que essa média tende a cair com o avanço da idade. Prova disso é que adolescentes com idade entre 14 e 17 anos leem, em média, 6,20 obras no mesmo período, reforçando a tese de que cada vez menos adultos leem por prazer, como atesta a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, realizada pelos institutos IPEC e Pró-Livro.
Ler e contar histórias, contudo, superam os ganhos da alfabetização. O ato de ler para uma criança estreita os laços afetivos entre adultos e pequenos. E é justamente nesse espaço de conexão e acolhimento que o amor pelos livros floresce e se estende para a vida adulta.
Em Alagoas, a Coleção Coco de Roda, lançada em 2009 pela Imprensa Oficial Graciliano Ramos, desperta o prazer pela leitura no público infantil. A coleção reúne mais de 30 títulos destinados ao público infanto-juvenil. As obras, inclusive, também são adotadas por escolas das redes pública e privada do estado, garantindo o acesso à leitura na primeira infância.

Entre os títulos do catálogo está “Marianinha foi o mar”, de Marivaldo Omena, que fala sobre sonhos com uma linguagem acessível, mas poética. A narrativa apresenta Marianinha, uma menina que deseja conhecer o mar, carregando consigo as histórias contadas pela avó sobre a imensidão das águas.
Com ilustração de Beatriz Montenegro, “Marianinha foi ao mar” tem como cenário a Praia da Sereia, litoral norte de Maceió, onde Marianinha dá asas a toda a sua imaginação.
Marivaldo conta que a ideia de ressignificar suas experiências pessoais e de mundo surgiu com base em obras de grandes escritores, como Graciliano Ramos, João Guimarães Rosa, Jorge Amado e Clarice Lispector. Também foi a partir de autores como Manoel de Barros e Sérgio Capparelli e Cecília Meireles que Marivaldo se descobriu na literatura infantil, por meio da qual revisitou a própria infância.
E foi movido por esse desejo que ele escreveu não só “Marianinha foi ao mar”, publicado em 2019, mas também “Trancinhas de Luiza”, lançado em 2015 e que também integra a Coleção Coco de Roda. “Marianinha foi ao mar”, reforça Marivaldo, nasceu do relato verídico de uma senhora que acreditava na existência de sereias. Do mesmo modo que a menina do livro, ela guardava na imaginação um mar que nunca tinha visto.
Para o autor, o alcance da obra foi surpreendente. "Esse livro me permitiu compreender a dinâmica do processo editorial e conhecer escritores que também integram a coleção, além de me aproximar do leitor e perceber o impacto dessa iniciativa na formação das crianças", avalia Marivaldo, reforçando a importância da participação da família e da iniciativa privada no processo de fomento à leitura.
Além de “Marianinha foi ao mar”, outros títulos da Coleção Coco de Roda estão disponíveis para venda na sede da Imprensa Oficial, localizada à Avenida Fernandes Lima, s/n, bairro Gruta de Lourdes, em Maceió. Outra opção é acessar o site (clique aqui) ou manter contato através do telefone (82) 3315-8346 (somente WhatsApp).